terça-feira, 12 de abril de 2016

Barolo o Rei dos Vinhos e o vinho dos Reis !






Um bom dia nossos amigos enopaixonados, estou voltando hoje para falar do mítico vinho italiano, o grandissimo Barolo um vinho de fama internacional e sem sombras de dúvidas um dos melhores considerado por vários críticos mundiais.
Para entender o porquê è chamado assim vamos conhecer suas origens.
A uva usada para fazer o Barolo se chama nebbiolo, cultivada da tempos imemoriais em Piemonte, região italiana onde é produzido o Barolo, nos municípios de Barolo, Castiglione Falletto e Serra Lunga d’Alba com partes em Monforte d’alba, Novello, La Mora, Verduno, Grizane Cavour, Diano d’alba, Cherasco e Rodi no coração delle Langhe. Mas foi no início do século XVIII que começou a grande reviravolta desse vinho. Com origens aristocratas, no início dos anos oitocentos Giulietta Vittorina Colbert Marquesa de origem francesa, viúva do Marquês Carlo Tancredo Falletti, que era acostumada com os vinhos franceses mais secos, experimentou o vinho feito com uva nebbiolo, mas naquela época não era alcoólico e seco como os vinhos franceses, era um pouco doce lembrando um passito, então a Marquesa chamou o Conde francês Louis Oudart, enólogo de grande experiência na França que vendo como era feito o vinho em Piemonte resolveu fazer o mesmo procedimento que fazia na França.
Iníciou a deixar as leveduras comerem todo o açúcar do mosto para aumentar a graduação alcoólica e assim fazendo um vinho mais seco e corposo, coisa que que não era feita antes da sua chegada, foi graças à Marquesa Giulietta Vittorina Colbert e o trabalho do enólogo Louis Oudart que conhecemos o Barolo de hoje.

Tornou-se assim o vinho dos nobres, usados para festas nas grandes cortes européias, daí a fama de vinho dos Reis e rei dos vinhos. Uma outra passagem histórica e polêmica foi nos anos oitenta com produtores de Barolo que queriam inovar e os chamaram de Barolo boys, praticamente deixaram de usar os Barris grandes chamados de Botte, que são muito maiores que os Barris normais da 225l. Passaram a usar os Barris franceses que conhecemos , acelerando assim o processo de envelhecimento e oxigenação do vinho, e se adequando ao mercado internacional, mas muito produtores tradicionais se mostraram contrários porque assim o Barolo perdia a sua identidade, esse vinho quando se usa os barris grandes sofre uma oxigenação mais lenta, mas que influência no tempo de guarda, resistindo mais a longo que os Barolos inovadores. Mas no final das contas ganha o consumidor com duas versões de um grande vinho. Enfim gente essa è um resumo da história desse grande vinho e quem tiver a oportunidade de vir a Itália e conhecer essa linda região do Piemonte e seus vinhos com sua magnífica história recomendo. Um forte abraço do seu especialista em vinhos italianos Watha Cabral.


















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