domingo, 31 de julho de 2016

Vinho em um Click!



                                                 www.cial.it/news/tra-i-trend-alimentari-del-2016-il-vino-in-lattina



Bom dia wine lovers como vocês estão? 
Bem hoje vou falar de algo que vai de moda já à algum tempo,  o vinho em latinha! Isso mesmo pra quem não sabia, na França , Estados Unidos da América e Austrália também,  se comercializa vinhos como Pinot grigio,  syrah e merlot e já são vendidos nessas confecções nada convencionais. 
Mas qual seria estado o motivo de tal decisão de comercializar um néctar milenar de forma tão inusitada? A resposta é marketing a go go,  atingir a geração mais jovem,  torna o vinho pop!  Mas uma pergunta que me impus logo foi : mas vinho de qualidade se pode comercializar em latinha? A resposta é não,  vinho simples sem pretensão como pignoletto, Pinot noir de baixa qualidade, Lambrusco industrial entre outros de qualidade inferior sim,  mas um grande  vinho de guarda é impossível,  não seria o recipiente ideal para conservar vinhos desse porte.  Tudo não passa de estratégia de vendas para atingir parte da população mais trend,  juntando isso com o canudinho é o fim da linha. Não pensem que sou um puritano que não gosta de mudanças,  creio que mudanças vão feitas se isso agrega qualidade e valor ao produto (no caso vinho), mas só para vender mais vinhos a uma camada mais jovem da sociedade e não aprofundar o conhecimento no mundo vinho é muito supérfluo. 


                                     

Claro que se um jovem entrar no mundo do vinho através essas latinhas  e depois procura de aprofundar no assunto melhor ainda,  mas saibam de uma coisa,  se alguém que está lendo esse artigo e gosta do vinho assim, saiba,  quando você tiver noções de exame gosto -  olfativo saberá que para apreciar um vinho,  a latinha e um canudo não são estrumentos adequados para poder fazer isso. 
Não entendam mau, não quero ser polêmico mas só esclarecer que vinho de alta qualidade nunca será encontrado em latinha por questão de conservação e qualidade,  claro que quem quizer provar é livre de fazer isso. 
Enfim,  veremos se essa moda será passageira ou vai se consolidar no mercado, o importante é que os apaixonados de vinho possam ir além de algo tão superficial,  lembre-se,  é melhor beber pouco e beber bem,  do que beber tanto é beber mau. 
Um abraço e até a próxima matéria.


                                                                              
                                                                               por: Watha Cabral

terça-feira, 26 de julho de 2016

A Itália do Vinho : parte 1, Valle d'Aosta!






Um bom dia meus amigos wine lovers,  bem, como todos os que me acompanham sabem moro na Itália,  um país rico de história e cultura e pra não dizer com uma enogastronomia sem igual. 
A partir de hoje toda semana vou escrever um artigo falando um pouco de uma zona vinícola desse país maravilhoso,  são 20 regiões cada qual com seu vinho e sua gastronomia,  afinal o que torna a Itália uma pátria única é sua riqueza de diversidade de uma região à outra. 
Para facilitar essa viagem vamos começar do Norte até chegar ao sul do país,  conhecendo os vinhos e alguns pratos típicos de cada região para harmonização com os mesmos, então vamos nessa? 
Para começar essa viagem pelo território vinícolo italiano iniciaremos conhecendo a região Valle d'Aosta, região montanhosa onde se contempla os alpis e o grande Monte Bianco, existe uma única DOC ( Denominação de origem Controlada.) sem DOCG ou qualquer outra DOC. Considerada a região com os vinhedos mais altos da Europa e do mundo , a mais de mil metros sobre o nível do mar. 
São mais ou menos 300 hectares de vinhedos,  todos considerados viticultura erótica,  pela extrema dificuldade na cultivação sendo zona de montanha. Clima continental,  com inverno rigoroso e no verão faz muito calor.  Aqui reina as uvas autóctones com 65% do território cultivado,  a uva mais usada pra fazer vinho tinto entre as autóctones é a Petit Rouge,  depois seguida pela Fulmin e Vien de Nus,o restante dos 35% ficam com Pinot noir,  gamay merlot e syrah. 
Nessa região entre as as uvas brancas autóctones o destaque fica com a Prier Blanc um monovitigno usado nos municípios de Courmayeur, Morgex, e la salle. 





São 3 zonas vinícolas,  LAlta Valle,  Valle Centrale e a Bassa Valle. 
LAlta Valle é aonde nasce o Blanc de Morgex et la Salle,  os dois municípios onde é plantada só a uva Prier Blanc,  vinho branco com aromas que recordam o limão,  ervas aromáticas,  com uma ótima acidez e mineralidade notável. Vinho para consumir jovem entre 3-5 anos que saiu no mercado. Uma ótima harmonização que aconselho é com ravioli Di gamberi e branzino. 
A Valle Centrale é por assim dizer o Coração da Valle d'Aosta, onde se produz o vinho Torrete,  e onde o município com maior superfície plantada se encontra,  a Comune de Aymavilles. Aqui as uvas tintas prevalem sobre as brancas o qual já citado Torrete elaborado com a Petit Rouge,  principalemente nos municípios de Saint Pierre,  Quart e Aymavilles. Aqui se encontra ótimos Fulmin, vinhos feitos com a omonima uva, ótimos com a Carbonade. O raríssimo Vuillermin,  cultivado entre os municípios de Chambeve e Châtillon,  esse vinho você vai encontrar só aqui, vinho de bons Taninos e de boa estrutura que aconselho com cotoletta valdostana. 
Vinhos passitos para sobremesa encontramos na zona de Chambeve,  o Muscat Flétri feito com Moscato bianco que harmoniza muito bem com biscoitos de noces. 
Na valle Centrale se faz ótimos chardonnays com boa sapididade e frescor com evolução em barris. Harmonização perfeita com salada de crustáceos com limão. 
E para concluir nossa viagem pela Valle d'Aosta a Bassa Valle,  da Montjovet a Carema onde se chega no final da região e se inicia o Piemonte. Por ser perto da região do Barolo aqui se cultiva muito a uva nebbiolo,  aqui existem duas denominações dentro da DOC Valle d'Aosta,  a Arnad - Montjovet e Donnas,  vinhos tintos de montanha de guarda que harmonizam perfeitamente com uma Fumante Fonduta. E lembrando que em Valle d'Aosta fazem espumantes Método Classico de altissima qulidade.
E pra fechar com chave de ouro fica a dica pra quem gosta de comer bem de experimentar o prosciutto Jombon de Bosses,  único no mundo e claro o lardo de Arnald, duas iguarias sem iguais. 
Então gente boa vocês conheceram um pouco dessa linda região da Itália, as pouco conhecida do ponto de vista Vinícolo,  qualquer dúvidas ou curiosidade sobre o mundo do vinho é só me escreverem,  um forte abraço e até a próxima!













domingo, 24 de julho de 2016

O Melhor Champagne da Decada de 2000 ! é Piper-Heidsieck Rare 2002


    


A quarta edição do Wine of the Decade, organizadq por especialistas de Wine Trade, Fine Champagne  Magazine e Tastingbook.com, foi dedicada aos champagnes produzidos na década 2000-2009. A tarefa de elaborar o ranking caiu para uma equipe composta pelos editores da única revista do mundo inteiramente dedicada ao Champagne ou seja, Champagne fino Magazine, e por especialistas Tastingbook.com. Qual é o melhor champanhe da década de 2000? Entre 2015 e 2016, o júri avaliou, na sequência de provas cegas, mais de 1.000 Champagne. Apenas os 100 primeiros ganharam acesso à final, realizada em Reims, França. Conquistou a vitória Piper-Heidsieck Rare 2002 eleito Champagne da década de 2000 depois de vencer a concorrência de todos Cuvée Prestige, branco e rosé, e todos Champagnes Vintage feitos entre 2000 e 2009. Após o excepcional prêmio dado pela revista Wine Spectator Magnum Rare 1998 raras 2002 premiados respectivamente 1º e 2º lugar no ranking de dezembro de 2015, o sucesso do Champagne da Década é mais uma prova do talento extraordinário do premiado Chef de Cave Régis Camus.
Lista completa:

1)Piper-Heidsieck Rare 2002

2) Krug Clos du Mesnil 2000

3) Louis Roederer Cristal Rosé 2002

4) Krug Clos du Mesnil 2002

5 ) Dom Pérignon 2002

6) Dom Pérignon Rosé 2000

7) Louis Roederer Cristal 2002

8) Taittinger Comtes de Champagne Blanc de Blancs Brut 2002

9) Louis Roederer Cristal Rosé 2004

10) Dom Pérignon Rosé 2005


Fonte: http://www.vinialsupermercato.it/

sábado, 23 de julho de 2016

A história de uma lenda!


                                              imagem: storyoffashion.com/wine.html


                             
Amantes do vinho,  meus companheiros de taça,  como vocês estão? Hoje vamos viajar na fascinante história do vinho mais cobiçado do mundo,  sim estou falando do Romanée-Conti.
Para quem não conhece,  esse é o vinho mais caro do mundo,  uma garra você pode chegar a pagar em média mais de 30 mil reais e dependendo da safra pode custar muito mais! Vamos conhecer a história desse vinho que poucas pessoas podem ter o privilégio de bebê-lo.
Tudo com começou em 1232 quando a Abadia de Dan Vivant descidiu comprar 1,8 hectares de vinhedo em Vosne,  mas no ano de 1631 foi comprado pela familia Croonembourg e renomeado de Romanée-Conti pelo fato de que no passa pertenceu a um prefeito romano,  junto com esse adquiriram o sinceros do lado chamados La Tâche.
Em 1760 os Croonembourg decidiram vender o vinhedo,  e então começou uma disputa entre madame de Pompadour e Louis François I de Borbone-Conti,  o príncipe venceu a disputa e os vinhedos de Romanée-Conti ficaram famosos.  Depois da revolução francesa as terras do príncipe foram colocadas a vendas e entre elas Romanée-Conti. 

imagem: http://winetimeshk.blogspot.it/

Depois de passar nas mãos de alguns ricos da época,  no ano de 1869 o vinhedo foi comprado por
Jacques-Marie Duvault-Blochet e outras empresas,  Echézeaux  Grands Echézeaux e Richebourg.
Em 1891  9,43 hectares de Romanée Saint Vivant foram comprados pelo facoltoso Nicolas Joseph Marey. Em 1898 a família Marey-Monge cedeu parte da empresa para família Latour e alugando os 5,28 hectares que restaram da Domaine Romanée-Conti em 1966. E finalmente depois desse cabaré de vende,  aluga, aluga vende,  foi vendida o restante della vinha a família Latour em 1898 . hoje o Domaine Romanée-Conti petence as famílias Villaine e de Leroy.
Para vocês terem a ideia do custo dos vinhos quem quizer investir nos vinhedos uma única uva é vendida por 16 € euros,  converta em reais e imagine quando você vai pagar em um cacho de uva.  Ou no caso se quizer a planta de videira,   você vai pagar 3 mil euros por uma única planta,  levando em consideração que são 10 mil videiras por hectare,  ipoteticamente para ter um hectare na Domaine Romanée-Conti seria necessário 30 milhões de euro,  uma fortuna.
Abaixo você vai  encontrar os vinhos e quantidade Feita anualmente na vinícola de luxo :
Romanée-Conti
Uva: Pinot Nero
Vinhedo: 1,8 hectare (monopole)
Idade média das videiras : 53 anos
Produção media: 450 caixas
No decorrer dos anos o Pinot noir mudou em 50-60 diversas variedades dentro desse vinhedo.
La Tâche
Uva : Pinot Nero
Videira : 6,06 hectares
Idade media das videiras: 47 anos
Produção media: 1.870 caixas
Richebourg
Uva : Pinot Nero
Videira : 3,51 hectares
Idade media das videiras : 42 anos
Produção media: 1.000 caixas
Romanée-St-Vivant
Uva: Pinot Nero
Videiras: 5,28 ettari
Idade media das videiras : 34 anos
Produção media: 1.500 caixas
Grand Echézeaux
Uva: Pinot Nero
Videira : 3,52 hectares
Idade media das videiras : 52 anos
Produção media: 1.150 caixas
Echézeaux
Uva: Pinot Nero
Videiras: 4,67 hectares
Idade media das videiras : 32 anos
Produção media: 1.340 caixas
Montrachet
Uva: Chardonnay
Videiras : 0,67 hectares
Idade media das videiras : 62 anos
Produção media: 250 caixas
Bem depois de ver toda essa história fica claro que como são feitas poucas garrafas e a procura é maior do que  oferta os preços são o que são,  aí você pode me perguntar; esse vinho vale tudo isso? Minha resposta é claro que não,  para beber um vinho de qualidade não precisa gastar uma fortuna por isso.
Mas como os franceses foram muito inteligentes em unir a História da Domaine Romanée-Conti,  a capacidade de fazer ótimos vinhos e um marketing fenomenal que só eles sabem fazer,  os caras vendem até pedra se quiserem ti vender algo. Com certeza é um ícone do mundo dos vinhos que poucas pessoas podem ter acesso,  mas você pode beber bem sem gastar cifras desse tipo. Então vocês conheceram a história do vinho mais desejado do mundo.  Um abraço e até mais wine lovers!

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Vinícola Fina a potência do terroir Sicíliano







             

Bom dia meus caros seguidores,  depois de um mês de férias voltando para falar da maravilhosa Sicília,  lugar de grandes encantos e de vinhos maravilhosos. 
Bem para falar dos vinhos de excelência da Sicília não tem como não falar da vinícola Fina,  uma vinícola jovem que nasceu por volta de 2002, mas que contou com paixão e dedicação do seu fundador o enólogo Bruno Fina a qual passou para seus filhos.  Teve como mentor ninguém menos que Giacomo Tachis grande enólogo italiano que ajudou a criar grandes vinhos italianos como o Sassicaia e o Tignanello,  reconhecidos internacionalmentes.
E dentro dessa história Bruno Fina procura sempre mostrar a identidade do território siciliano,  único e sem imitações,  vinhos de altissima qualidade e inesquecíveis.  Junto com Bruno,  seus filhos Marco Fina responsável de vendas,  Sergio Fina que ajuda na parte técnica e Federica Fina responsável de marketing levam avante essa vinícola de caráter famíliar. Bem vamos ao que enteresa,  fiz uma maravilhosa degustação no início de junho e falarei dos vinhos que tive o prazer de sentir.
Iniciei com o Grillo Kebrilla 2015 vinho branco de uva autoctona da Sicília,  boa sapididade,  ótima acidez,  perfumes de frutas como pera,  maçã,  bem mineral.
Logo depois degustei o vinho KiKÈ 2015,  feito da uva traminer aromático,  perfume bem intenso com uma mineralidade bem acentuada,  notas de flores brancas.  Um ótimo vinho.
Bem,  depois desses dois brancos passei para os tintos,  comecei com um Perricone 2015 ,  vinho autóctono da Sicília,  notas de frutas vermelhas como cereja, amora. Bem macio na boca,  aconselho com pratos de carne vermelha com molho suave.
Um tinto típico da Sicília que gostei muito foi o Nero d'Avola Fina 2014,  já bem complexo no nariz,  intenso e com setores de frutas maduras,  já com setores terciários como lenha,  verniz,  Taninos presentes,  mas não muito agressivos. Ideal para um bom churrasco.
O segundo Nero d'Avola Bausa selezione 2012 ,  vinho de grande complexidade e muito elegante, no nariz senti tabaco,  chocolate entre outros perfumes terciários.  Vinho da meditação.
Chegou a vez do grande nome da vinícola,  o vinho Caro Maestro,  um blend bordolese de altissimo nível,  elegante complexo e de uma maciez no paladar mesmo com dois anos de barril não é agressivo,  um vinho para quem gosta de qualidade e excelência.
Por último senti o El Aziz vinho doce feito da uva grillo,  bem equilibrado, não é enjoativo,  como tantos vinhos doces que exageram na quantidade de açúcar,  aconselho com sobremesas a base de massa e frutas secas.
Gostaria de agradecer a família Fina e Marco Fina pela gentileza e a disponibilidade de ter mostrado a vinícola e acompanhado a degustação. No Brasil vocês vão encontrar os vinhos degustados com a importadora Mercovino,  segue o link abaixo.  Um abraço a todos vocês amigos do vinho. 

http://www.cantinefina.it

http://www.mercovino.com.br/